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9 tendências para 2018

Por: CI&T Team

9 tendências para 2018
Posted on Jan 4, 2018

1. IoT encontra o seu verdadeiro poder

A IoT segue na liderança das tendências digitais. O Gartner estima que mais de 8,4 bilhões de "coisas" estão conectadas à internet hoje - 30% a mais que no ano passado -, mas aponta que o mais interessante em 2018 não estará na quantidade de gadgets interligados e sim no que se pode fazer com as informações geradas.  

No varejo, empresas estão investindo crescentemente em análises de dados baseadas em sensores, o que lhes permite saber, por exemplo, quais são as áreas da loja que os clientes mais (ou menos)  frequentam. Outro exemplo está no campo da saúde, com cada vez mais pacientes utilizando soluções de saúde baseadas em dados. A IoT estará a postos para reformular a maneira como as pessoas acessam e pagam por estes serviços. Uma das aplicações que podem ser impulsionadas é a dos wearable, dispositivos “vestíveis” conectados à IoT medindo e registrando o nível de estresse ou a frequência cardíaca dos pacientes.

Com o desenvolvimento dos sensores e a extensão das redes de ‘coisas’ conectadas, a IoT aparece no núcleo de várias outras tendências para o ano que vem, como a edge computing (computação de ponta). E, à medida em que mais dispositivos vão se conectando a outros, crescem questões subjacentes que devem ser tratadas, como a segurança da informação. Especialistas e grandes empresas do setor precisarão mover-se rapidamente para reparar brechas enquanto os malwares passam de um dispositivo conectado para outro.

 

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2. Blockchain: tempos de evolução

Além do setor de serviços financeiros, o Gartner vê o blockchain sendo usado em vários aplicativos diferentes, impactando áreas como governo, cuidados de saúde, verificação de identidade, registro de títulos e a cadeia de suprimentos, entre outros exemplos.  

A tecnologia que está, segundo o instituto, evoluindo de uma infraestrutura de moeda digital para uma plataforma de transformação digital, tem potencial até mesmo para impactar fortemente a cibersegurança, redesenhando-a  e ajudando a cumprir as possibilidades da IoT.

Isso porque a natureza fixa e inviolável dos dados registrados no blockchain oferece um alto nível de segurança, confiança e transparência, o que torna a tecnologia muito atraente para todos os setores e negócios.

O blockchain representa cada vez mais uma alternativa aos mecanismos centralizados de transação e manutenção de registros, criando a base para negócios digitais tanto em empresas já estabelecidas quanto para as iniciantes. Mesmo fazendo a ressalva de que muitas das tecnologias associadas ainda estão sendo desenvolvidas, o Gartner afirma que o blockchain vai criar disrupção e estará bem estabelecido em um prazo de três anos.

 

3. AI será o carro-chefe das empresas

As técnicas de AI estão evoluindo rapidamente e as organizações já percebem isso. A transformação digital envolve ter foco na geração de valor em experiências novas e satisfatórias para o consumidor autônomo, consciente  e empoderado de hoje, e a inteligência artificial oferece soluções que ajudam as empresas a cumprir esse papel.

Assim, 2018 chega com a promessa de aumentos significativos em investimentos em AI. Competências de Machine Learning, Analytics e Cognitive Computing serão muito exploradas. Para muitos, porém, a inteligência artificial ainda é sinônimo de automação, o que pode levar à subutilização das suas potencialidades. É importante que as empresas ampliem a sua visão a respeito do poder da tecnologia e tenham em mente que uma das fortes tendências para o ano que vem é a utilização da AI para ampliar planejamentos estratégicos.

As companhias que apostarem na tecnologia serão capazes de surpreender, conectar e comunicar-se com seus clientes de maneiras muito superiores. Isso inclui a automação mais rápida, mais barata e mais inteligente para boa parte dos processos; do envio de e-mails e geração de conteúdo à fabricação industrial.

Ou seja, as organizações continuarão a usar a AI - em tudo, do atendimento à análise de dados e ao marketing. Mas o que veremos é a abordagem deslocando-se para processos operacionais das empresas, em vez de dar ênfase às soluções de serviço ao consumidor. O movimento de grandes companhias de software lançando a AI diretamente em suas plataformas - como a IBM com seu Watson - é, para muitos analistas, um sinal do que está por vir.  

 

4. Edge Computing

Ainda que algumas empresas estejam se movendo lentamente para a computação em nuvem, outras já estarão completamente imersas na computação de ponta, ou Edge Computing - na qual o processamento dos dados, a coleta e a entrega de conteúdo ficam mais perto da fonte da informação. Assim, as companhias devem começar a usar padrões de design Edge em suas arquiteturas de infraestrutura.
 

Embora alguns vejam a Edge Computing e a Cloud Computing como concorrentes, ambas as abordagens têm seu papel e podem se complementar.  A nuvem permite que se entregue capacidades de tecnologia escaláveis como um serviço, com um modelo centralizado de coordenação e controle. A computação de ponta pode ser usada como um modo de entrega, com a execução de processos desconectados ou distribuídos do serviço na cloud.

Com a proliferação de dispositivos inteligentes conectados à IoT, que buscam se comunicar instantaneamente, contar com o envio de dados à nuvem se tornará quase impraticável. E já que boa parte dessas “coisas” vai requerer resposta imediata e processamento em tempo real, a computação de ponta será a opção.

 

5.  Testar rápido para aprender ainda mais rápido

Sem velocidade é impossível acompanhar as mudanças do mercado.  Portanto, em de 2018, veremos companhias líderes ampliando iniciativas e experimentos em busca de agilizar processos.

Para isso, o princípio de experimentar e falhar rápido para aprender mais rápido ainda é fundamental. Então, formule hipóteses e teste em ciclos curtos para acertar logo. Como já dito, a evolução digital seja cada vez mais acelerada. E se você imagina que sua empresa já está se movendo em alta velocidade, convém olhar para o ritmo do mercado e analisar seu desempenho em profundidade.

Mas acelerar as operações não significa, necessariamente, estar no caminho certo. O foco não deve ser a velocidade em si, mas a velocidade de entregar o que é valor para o consumidor. Atento a esse fato, o diretor global de pesquisa de estratégias de transformação digital da consultoria IDC, Shawn Fitzgerald, aponta que há um grande gap entre as empresas líderes e as organizações retardatárias no que se refere a capacitar-se digitalmente para atender às necessidades do cliente. Segundo Fitzgerald, companhias que não conseguirem fazer a transição para um modelo verdadeiramente digital terão perdas significativas. Em 2020, segundo o IDC, 60% das empresas terão articulado completamente sua estratégia de plataforma digital para toda a companhia e estarão em plena implementação desta estratégia.

Nesse contexto, ganham aquelas organizações que investirem antes em conhecimento para criar e entregar mais do que produtos e serviços, mas experiências surpreendentes de forma contínua e veloz.

 

6. Missão: o consumidor no centro de tudo

A busca pela satisfação do consumidor no centro de qualquer tomada de decisão torna-se uma orientação ainda mais forte. Basta lembrar da lacuna que ainda existe entre o grande número de executivos de empresas que acredita praticar uma estratégia centrada no consumidor e o pequeno índice de clientes que concordam com essa visão. Este gap foi apontado pela primeira vez em 2005, em um estudorealizado pela Bain & Company que apontava uma discrepância gigante entre a percepção dos executivos (80% acreditava que estava entregando o que o  seu cliente queria) e dos consumidores (apenas 8% concordava com essa afirmação).

Em 2018, a abordagem centrada no consumidor, muito mais do que um conceito a levar em consideração, deve se transformar na missão das companhias. Afinal é o cliente, esta pessoa com acesso a mais informação do que em qualquer outra época, que detém hoje o poder de escolher o que, quando, onde e como fará suas compras e como vai pagá-las. Colocá-la no centro da sua estratégia e tratar de entregar-lhe valor em experiências mais do que satisfatórias para fidelizá-la é, e continuará a ser, o grande desafio.

 

7. Event driven

Empresas orientadas para uma transformação digital devem usar o “pensamento de eventos” como um fundamento técnico, organizacional e cultural de sua estratégia. A ideia é que o negócio esteja sempre sendo monitorado e a postos para aproveitar novos momentos comerciais digitais.

Qualquer iniciativa que seja digitalmente percebida - ou seja, que reflita mudanças nas condições, ou insights sobre eventos importantes - pode ser considerada um evento. E mais uma vez a IoT, a nuvem, o blockchain e a inteligência artificial têm seu papel. Aqui, como agentes de eventos: com as novas tecnologias, eles podem ser percebidos e analisados mais rapidamente e com mais profundidade.

Para ser cada vez mais bem-sucedido, qualquer negócio digital precisará de líderes de TI, arquitetos, planejadores e gerenciadores que abracem o conceito de ‘baseado em eventos’, sob pena de não obter e não aproveitar a vantagem total de adotar este modelo.

 

8. A cultura continuará sendo um obstáculo

A transformação cultural continuará sendo um desafio para as empresas em 2018, o que ficou bem claro já no item anterior. É também uma questão cultural a adoção do pensamento orientado para eventos - por isso, a necessidade de líderes e outros players capazes de impulsionar essa mudança.

E a instalação de uma cultura de antifragilidade, de se adaptar às disrupções e voltar mais forte e preparado a cada novo impacto, segue sendo uma necessidade  já que muitas novas tecnologias vão emergir no próximo ano. Quem deseja atuar no mercado deve acompanhar e estar por dentro dos movimentos e dos avanços tecnológicos, entendendo como eles impactam o mercado como um todo e atuando rapidamente para tirar vantagem das possibilidades para o seu negócio.

Caberá às lideranças das organizações reconhecer as tendências, entendê-las e impulsionar as companhias para mudarem sua cultura rumo ao aprendizado e à adoção de novas metodologias, conceitos e práticas para avançar em seus resultados.

 

9. Digital Twins

Os “gêmeos digitais” nada mais são do que representações digitais de sistemas ou entidades do mundo real, segundo o Gartner. A tecnologia é apontada como particularmente promissora nos próximos 3 a 5 anos no contexto da IoT. São usados para compreender melhor os sistemas, responder a mudanças, aperfeiçoar e adicionar valor às operações.

A tendência é que as empresas implementem os digital twins - num primeiro momento - para fazer com que eles evoluam aos poucos e tornem sua capacidade de recolher e organizar os dados corretos, aplicar as métricas adequadas e obter respostas cada vez mais eficazes. A integração de capacidades de AI vai permitir simular, operar e realizar análises em nível avançado.

As simulações virtuais podem contribuir, por exemplo, para o redesenho de toda uma linha de produção em pouco tempo, facilitando o processo de planejamento das fábricas e melhorando a otimização dos recursos. Um exemplo é a companhia alemã Fernwasserversorgung Franken, fornecedora de água potável para mais de 325 mil pessoas. A partir do gêmeo digital da linha de produção - 52 poços, mais de 35 estações de bombeamento e cinco redes hidráulicas - foi possível mapear os caminhos, tornando a operação das bombas mais eficientes e reduzindo em 15% os gastos com energia.

Ou seja, a utilização dos digital twins pode reduzir os custos, aumentar a flexibilidade, proporcionar menos desperdícios e ajudar a criar produtos ou serviços diferenciados, graças à velocidade nas simulações e na agilidade conferida à tomada de decisão.

Seu negócio está pronto para encarar essas mudanças?