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Aprenda fazendo para gerar impacto com agilidade

Por: Time CI&T

Duas mulheres diante de um quadro com alguns desenhos. Uma delas aponta para uma das informações desenhadas.
Posted on Jun 22, 2020

 

O que você vai ler aqui:

  • Bases conceituais do aprender fazendo

  • Foco é na entrega de valor com velocidade

  • Como colher resultados de impacto em ciclos de 90 dias

 

Grandes projetos, planejamentos robustos, escopo detalhado, lista de features fechada, prazos alongados de seis meses, um ano. Não há mais tempo para esse vocabulário no novo - e ainda mais imprevisível - mundo do mercado digital. É hora de menos preparação e mais ação. Mas uma ação que tenha foco nas necessidades de clientes e seja rapidamente adaptável às mudanças que virão. Só assim resultará, de fato, em entregas de alto valor para o mercado e negócios. Assim funcionam as companhias - e profissionais - verdadeiramente digitais. 

 

Para isso, as tomadas de decisão das companhias e a mentalidade de cada pessoa devem estar apoiadas em metodologias e disciplinas que permitam entender a fundo as dores de clientes para criar hipóteses de solução - mais precisas possível - com agilidade. Uma dessas metodologias é a filosofia de gestão Lean que, não por acaso, tem no "aprender fazendo" um de seus princípios basilares.

 

Para o Lean, quanto antes as soluções são testadas, há menos desperdício e mais rapidamente se chega a um acerto consistente. Para isso, porém, o primeiro passo é trabalhar de forma horizontal e colaborativa, reunindo profissionais de vários níveis hierárquicos e várias expertises em torno da busca das causas-raiz dos problemas de negócio. Nessas discussões, fundamental dizer, não há cargo que tenha a palavra final, todos as pessoas envolvidas têm o mesmo peso e compartilham suas capacidades e diferentes visões para desenhar um panorama mais completo e preciso e, assim, chegar a um consenso sobre as possíveis soluções.  

 

O passo seguinte é priorizar as dores mais urgentes, criar hipóteses de solução para elas e partir para os testes, com equipes multidisciplinares e autônomas - ou squads, pelo modelo da metodologia Agile - destinadas a trabalhar cada uma delas de ponta a ponta: do teste à entrega ao consumidor.  É o ciclo do Build, Measure and Learn constante. A squad responsável constrói, testa com clientes, mede resultados, aprende com erros, faz as melhorias e testa novamente. Tudo de forma contínua e em ciclos rápidos.

 

"O caminho para desenvolver produtos de sucesso começa com o entendimento das limitações, sejam elas tecnológicas, sejam de mercado. Depois, é o fazer. Só o teste de verdade, real, vai dirimir os riscos e responder como aquele produto ou aquela ideia vão ser percebidos. E para ter a resposta em tempo hábil de lançar o produto, é preciso diminuir muito o ciclo do desenvolvimento dos experimentos que serão necessários. Testar rápido para aprender rápido e acertar rápido."

Bruno Guicardi, Co-Fundador e Presidente da CI&T EUA 

 

 

Esse modelo do aprender fazendo, que é a raiz da cultura da experimentação, permite acompanhar as mudanças do mercado com velocidade e melhorar ininterruptamente a experiência que se entrega. Além disso, aplicado aos problemas intramuros da companhia - como falhas de processo ou operação -, apóia também a realização de uma transformação digital gradual, segura e sustentável. 

 

No âmbito profissional, os ganhos de aprender fazendo, de elaborar hipóteses colaborativamente e colocá-las em prática de forma rápida, são valiosos. Isso porque mudar a forma como se trabalha no dia a dia permite incorporar naturalmente uma nova cultura de adaptabilidade. Abre-se espaço para um processo de desenvolvimento contínuo e de entrega de resultados cada vez melhores.

 

Nada mais propício para as necessidades do ambiente digital e ainda mais para o momento de aceleração da incerteza que estamos vivendo. 

 

"O que resume o nosso modelo de transformação é o aprender fazendo. Não acreditamos em receita de bolo. Só com a prática teremos a confiança e a segurança para acertar."

Bruno Guicardi, Presidente CI&T EUA

 

"Eu confio nesse modelo. Se você me perguntar se a gente vai acertar, eu vou dizer que sim. Se você me perguntar exatamente como, eu não sei te responder porque a jornada se constrói com base nos aprendizados do caminho." 

Solange Sobral. VP Partner de Operações da CI&T

 

 

Colhendo resultados de impacto em ciclos curtos

 

Para trazer esses resultados ainda melhores, profissionais e lideranças desse (novo) novo mundo devem incorporar esse formato de priorizar e trabalhar em um problema de negócios que tem potencial de gerar maiores impactos, de forma mais rápida e com menos desperdício. Essa é uma das principais diretrizes do nosso modelo de transformação digital, o Lean Digital, pois quanto mais rapidamente os ponteiros do negócio se moverem com novas formas digitais de operar, mais força ganharão as mudanças que são necessárias na companhia.

 

Esse modelo tem como premissa a geração de resultados de impacto nos negócios em ciclos de, no máximo, 90 dias. E, assim, mesmo em meio a tantas incertezas e mudanças velozes no mercado, utilizando o princípio do aprender fazendo, permite orientar apostas e esforços constantemente na direção do objetivo maior da companhia, que é atender às necessidades do consumidor. Com esse foco e com a cultura da experimentação estabelecida, criam-se experiências cada vez mais efetivas e satisfatórias. Além de profissionais cada vez melhores, capazes de arriscar novas possibilidade e se adaptar rapidamente.

 

"Navegar na incerteza não está entre as práticas das companhias, não está no processo de governança. A maioria delas não costuma ter conversas a respeito e também não sabe como é que se constrói clareza em um cenário de incertezas. Mas é fundamental pensar em quais são as apostas que nós estamos fazendo. O que isso vai nos dar no futuro? Qual é nosso objetivo audacioso, interessante de construir tanto para gente quando para os consumidores? É preciso ter esse foco e realizar testes."

Amin Nunes, VP Partner da CI&T