Business Impact 2019: perspectivas, tendências e resultados

No evento, Flávio Pripas, CVO da Redpoint Eventures, apresentou insights, análises e pesquisas sobre temas como impacto de negócio e inovação no ambiente digital. Confira os highlights.

Business Impact 2019: perspectivas, tendências e resultados
Posted on Apr 16, 2019

O primeiro CI&T Business Impact Summit 2019, evento realizado em 4 de abril, pela CI&T - multinacional brasileira especializada na transformação digital e geração de impacto de negócios para grandes marcas com presença global -, reuniu um público seleto de altos executivos na sede do Cubo Itaú, em São Paulo. No palco, nomes como Fabio Mota, VP da Raízen; Paula Cardoso, CEO do Carrefour e-Business; Carolina Sevciuc, diretora de Transformação Digital da Nestlé; Ricardo Guerra, CIO do Itaú; Cesar Gon, CEO da CI&T, e Flávio Pripas, ex-diretor do Cubo e, hoje, Corporate Venture Officer (CVO) da Redpoint Eventures.



Na sua palestra, Flávio Pripas falou sobre os desafios da transformação digital nas grandes empresas e apresentou perspectivas e tendências do mercado quando o assunto é inovação.

 

Com a intenção de ampliar o tema impacto de negócio abordado pelo CEO da CI&T, Cesar Gon, na abertura do evento, Pripas instigou os C-levels presentes a pensar sobre as reais intenções das empresas quando o assunto é ser disruptivo e causar impacto. "A minha proposta aqui é ampliar essa discussão, pois quando falamos de transformação digital e impacto de negócio também tratamos sobre inovação", explica.

 

Para Pripas, o mercado precisa que as grandes marcas invistam em inovação para dar grandes saltos nessa direção, porém, pode ser um verdadeiro desafio quando elas não se encontram preparadas para isso. De acordo com ele, muitas empresas apostam na inovação de maneira equivocada, criando iniciativas desconectadas com os objetivos maiores da empresa ou adquirindo startups na esperança que elas espalhem o mindset digital. Mas isso não funciona. Pripas destaca que o que falta para as grandes corporações é se dedicar a pensar inovação buscando concentrar esforços na direção das reais necessidades dos consumidores.

 

"Explicar o motivo pelo qual você tomará iniciativas que estão embaixo do guarda-chuva da inovação é complicado, principalmente quando se está em uma organização que não tem uma cultura de inovação instalada", comenta. Mas existem diversos caminhos para conseguir inovar dentro das big retails, o que não se pode é negar-se a segui-los, já que é uma necessidade no ambiente digital.

 

Pripas afirma que existem, basicamente, seis diretrizes - ou seis motivos fundamentais - para a inovação. São eles:

  1. Educação: inovações usadas para preparar os colaboradores para o novo mercado e mudar a cultura da organização;

  2. P&D: desenvolver estudos e pesquisas sobre novos materiais, novas ofertas, novas formas de produzir etc.;

  3. Adoção: iniciativas para adotar uma nova tecnologia ou metodologia de atuação, uma nova ferramenta;

  4. Promoção: alavancar a marca e fazer com que ela se destaque no mercado, tornando-se reconhecida;

  5. Business development: abrir um novo mercado, atuar em um modelo de negócio diferente e até mesmo trabalhar com outro público-alvo;

  6. Vender: iniciativas para vender um produtos de forma mais veloz

 

Segundo ele, para decidir em quais dessas diretrizes se deve investir, cada empresa precisa avaliar cautelosamente seu momento de mercado, seus objetivos e, principalmente, as necessidades do seu público-alvo.

 

Outro dado interessante apresentado na palestra é sobre a relevância das grandes empresas puxarem a inovação. Em uma pesquisa feita em 2018, pela PitchBook e GCV Analytics com mais de 1,5 mil pessoas, as grandes corporações aparecem como as maiores financiadoras da inovação no mundo, sendo responsáveis por ⅔  do total de investimentos dedicados à área. "Se elas (as grandes empresas) não estiverem dispostas a investir no diferente, podemos afirmar que quase não existirá inovação no mundo", afirma.

 

Pripas destacou também que a maioria dessas empresas tem apresentado interesse crescente em promover inovações e melhorias em projetos e ações com o apoio de startups que lidam, principalmente, com quatro temas: Inteligência Artificial, pagamentos, big data e segurança da informação. "O Brasil deve estar atento à tendência de investimento em startups para não ficar para trás", comenta. "É preciso focar em Open Innovation, começar esse trabalho dentro de casa e olhar o que está acontecendo fora, afinal, não é quem cria oportunidades que vai ter sucesso no mundo, mas quem sabe orquestra-las", finaliza.

 

Pesquisa real time: resultados e percepções

Durante o evento, Pripas também provocou os participantes a compartilharem suas opiniões sobre o processo de transformação digital e o impacto que essa jornada pode gerar nos negócios por meio de uma pesquisa real time, a Business Impact Insights, realizada em parceria com a Opinion Box, líder de soluções de pesquisa de mercado online. "Foram 200 respondentes e diversos insights que podem ser usados pelas próprias marcas para compreender melhor o cenário de transformação e as necessidades que provocam as empresas a mudar seus modelos de atuação no mercado".

 

Um dos dados da pesquisa que mais chamou a atenção é que as empresas já adquiriram a consciência de que transformação digital não trata apenas de tecnologia, mas, principalmente, de pessoas. As empresas necessitam de profissionais capazes de usar o potencial que a tecnologia oferece para aproveitar as oportunidades, experimentar e arriscar. Ou seja, pessoas com o mindset digital.

 

Sobre o assunto, a maioria das lideranças consultadas afirmou que para transformar uma empresa é preciso necessariamente passar por mudanças culturais. "Quando o tema é transformação digital e impacto de negócio, giramos sempre em torno da mudança de cultura e pessoas", diz Pripas.

 

Além disso, entre as motivações positivas que levam uma empresa a iniciar o processo de transformação digital, "Melhorar meus serviços e produtos", foi a vencedora. Já no sentido negativo, causadas por problemas já instalados em função da nova dinâmica do mercado digital, a mais votada foi "Perda de competitividade perante o mercado".



Veja os resultados completos da pesquisa Business Impact Insights aqui.