Tendências não óbvias, mas que já estão entre nós

Por: Marcelo Trevisani

CI&T no SXSW 2019 Tendências não óbvias
Posted on Mar 12, 2019

Durante o SXSW 2019 (em Austin, no Texas), Rohit Bhargava, autor do best-seller “Non-Obvious: How to Think Different, Curate Ideas & Predict The Future” efundador da The Non Obvious Company, apresentou as tendências que refletem o presente e sinalizam o futuro próximo. Quando contextualizadas com exemplos, se conectam perfeitamente com os movimentos já evidentes no mercado, nos âmbitos social e econômico. A seguir, confira 8 dessas tendências:

 

  1. Retro Trust: Com as mudanças constantes no mundo afora, as pessoas voltam a sua atenção para o que traz nostalgia. É o que explica o crescimento das vendas de vinis e o retorno dos videogames de console.
  2. Downgrading: Aqui é válido o “menos é mais”. Parte da população já está saturada com o excesso de novidades e, então, opta por versões mais básicas de serviços e produtos. É a simplicidade como prioridade.
  3. Innovation-Envy: Há uma corrida pela inovação que, muitas vezes, se desconecta dos propósitos de negócios das empresas. A explosão de Hackatons e de “novas escolas de inovação” refletem esse movimento.
  4. Artificial Influence: Quando o “fake” passa a ser “real”, a fantasia predomina. Marcas já estão apostando em celebridades virtuais, para representar os seus produtos.
  5. Enterprise Empathy: Felizmente, a empatia tem se tornado um atributo de negócios. As empresas têm desenvolvido novos produtos e campanhas a partir de um contato mais próximo e empático com os consumidores.
  6. Robot Renaissance: Seja para personificar a Inteligência Artificial ou ensinar coding nas escolas, os robôs refletem um futuro próximo mais integrativo para máquinas e humanos.
  7. Muddled Masculinity: Dúvidas e mais dúvidas rondam o universo masculino e o conceito sobre a masculinidade. As marcas já se reposicionam para se conectar às diferenças e à pluralidade do que é ser homem hoje.
  8. Passive and Active Loyalties: E se todos os consumidores fiéis não forem tão leais às marcas quanto parecem? À medida que mudar de marca se tornou mais fácil entre os consumidores, as empresas estão reavaliando quem é leal, quem não é e como inspirar a verdadeira lealdade. Existem duas formas de lealdade. A primeira é a lealdade pela conveniência (passiva), focada em recompensas, sem afinidades importantes ou envolvimento proativo com a empresa. A segunda é aquela na qual se acredita (ativa) e há uma afinidade com o produto ou serviço, uma recompensa e alinhamento relacionados com os valores da marca e, portanto, promovendo-a como embaixadora.

 

Publicado originalmente no Meio & Mensagem.