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Como o lifelong learning pode potencializar sua carreira

Por: Time CI&T

Dois homens olham para a tela de um notebook. Um deles está com a mão no queixo e aponta para a tela.
Posted on Jun 22, 2020

 

O que você vai ler aqui:

  • O que é o lifelong learning

  • O porquê de se aprender por toda a vida

  • Como desaprender e reaprender contribui para a sua carreira

 

Se alguém perguntar se você quer aprender algo novo hoje, a resposta pode ser “por que não?”. Há conhecimento em tudo que nos cerca e estamos diariamente aprendendo de diversas formas. Despertar esse olhar nos faz exercitar a capacidade de conectar conhecimentos e destravar a criatividade, transformando o aprendizado em algo contínuo, que vai além da educação formal. Essa é a filosofia lifelong learning. 

 

A mentalidade de desenvolvimento constante engloba diversas formas de se aprender todo o tipo de conhecimentos entre hard e soft skills, inteligência emocional e desenvolvimento pessoal. Essa filosofia reforça que a aprendizagem deve ser vista como um propósito de vida.

 

Ser lifelong learner significa aprender o tempo todo por diversos canais e usar as experiências para transformar sua identidade profissional e pessoal. Este mindset está apoiado no modelo de aprendizagem 70:20:10, estudo que defende que, de tudo o que sabemos, 10% vem do aprendizado formal; 20% do convívio social; e 70% da vivência experimental. Ou seja, aprendemos fazendo, acertando e errando. Quanto mais você treina, melhor você fica. 

 

Esse desenvolvimento não está apenas atrelado à sua área de atuação profissional. Como aponta Marília Varoni, analista de conteúdo da CI&T, a multidisciplinaridade é a essência das carreiras de sucesso atuais. 

 

“Hoje, temos engenheiros e engenheiras que são presidentes de grandes empresas, mas essas posições exigem muito mais do que foi aprendido na graduação. Administração, economia, liderança e marketing são alguns dos temas que eles precisam aprender para ampliar as suas habilidades para exercer essa função. Isso se aplica para todas as pessoas que buscam sucesso profissional, independentemente do papel ou da posição.”

Marília Varoni, analista de conteúdo da CI&T

 

O poder do aprendizado contínuo

No novo mundo, escolas, cursos e universidades não têm mais o monopólio do conhecimento e do ensino. O ensino formal tradicional, baseado em memorizar fórmulas e fatos históricos sempre da mesma maneira, já não é suficiente para ter o preparo necessário para os desafios que enfrentamos hoje e para as novas carreiras de amanhã

 

Isso porque a atual estrutura econômica e social é diferente da que arquitetou, há décadas, o ensino formal. Logo, buscar aprendizado pelas vias tradicionais não basta. Certificados e diplomas seguem importantes, mas já não são essenciais para muitas profissões. 

 

O digital está mudando empregos, carreiras e negócios a uma velocidade jamais vista. Séculos de história, décadas de tradição ou anos de experiência perdem relevância frente às novas formas de criar soluções com mais rapidez, eficácia e a custos menores. Muitas empresas que pareciam intocáveis até pouco tempo sumiram. E outras tantas ainda desaparecerão.

 

Em um cenário marcado por volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade – o que chamamos de mundo VUCA –, é preciso aperfeiçoar-se continuamente, usar todos os elementos disponíveis, interpretar seus sentidos e afiar suas habilidades para sobreviver no mercado. Isso passa por explorar diversos meios e descobrir qual é a forma que mais estimula o aprendizado entre  seus times, na sua companhia. 

 

Teste formatos de ensino com você e com as pessoas da sua equipe. Ofereça opções. Enquanto algumas preferem o modelo expositivo de aprendizagem, outras se adaptam melhor ao conhecimento transmitido visualmente, há aquelas que preferem ler e, ainda, tem quem melhor aprenda conversando e discutindo ideias. 

 

Essas características diversas individuais estão descritas na Pirâmide de Aprendizagem do psiquiatra norte-americano William Glasser, que amplia e detalha o modelo de aprendizagem 70:20:10. A assimilação e aplicação de conhecimentos, segundo a teoria, obedece a seguinte proporção: 

 

  • 10% do conteúdo é assimilado quando lemos; 

  • 20% é aprendido quando ouvimos; 

  • 30% é aprendido por meio da observação; 

  • 50% é assimilado quando combinamos escuta e observação; 

  • 70% é aprendido de forma dialógica; 

  • 80% ao aplicar na prática;

  • 95% do conhecimento é aprendido quando temos que ensinar alguém.

 

Ensinar é a melhor forma de aprender, por conta da necessidade de olhar com outros olhos o conteúdo e encarar questões que passariam despercebidas se não fôssemos instigados por outras pessoas. Exatamente por isso, essa é uma das premissas da CI&T University, canal de conteúdos internos voltados para o desenvolvimento profissional das pessoas da CI&T. Educar não é fazer com que alguém aprenda algo pontual, é ensinar a continuar aprendendo. 

 

É preciso desaprender

Sim. Tão importante quanto adquirir novos conhecimentos ou habilidades é internalizar a capacidade de desaprender e aprender de novo. Afinal, as respostas certas de hoje podem não fazer sentido amanhã. 

 

Sobram exemplos para ilustrar isso. Nos anos 1960, dominar a datilografia era qualificação fundamental para jovens que tinham a intenção de entrar no mercado de trabalho. Poucas décadas depois, a chegada e a popularização dos computadores pessoais aposentou, definitivamente, as máquinas de escrever. Um certificado de capacitação em datilografia se tornou um documento com valor afetivo ou, no máximo, histórico.

 

A digitação ainda é algo imprescindível, mesmo na era dos dedos ágeis na tela do smartphone ou no silencioso teclado do notebook, mas cursos para adquirir essa habilidade são cada vez mais raros. Esse aprendizado tem sido mais intuitivo, especialmente para as crianças nativas digitais. 

 

Mas não pense que seus conhecimentos adquiridos e em desuso são inúteis. Tudo que foi aprendido serve como os tijolos da edificação da sua construção cultural e de conhecimento. Contudo, é preciso aceitar: o que foi aprendido pode estar defasado ou totalmente obsoleto. Devemos desapegar. O legado do futurista norte-americano Alvin Toffler já nos ensinou que “os analfabetos deste século não são aqueles que não sabem ler ou escrever. São os incapazes de aprender, desaprender e aprender de novo”. 

 

A atitude lifelong learning está na mentalidade de quem enxergar oportunidades onde outras pessoas enxergam barreiras; horizontes onde outros vêem obstáculos. Para se manter no lugar de quem faz, profissionais de sucesso de hoje questionam o ambiente, reaprendem técnicas e descartam o que não tem mais valor. Para mudar o mundo é preciso, primeiramente, mudar a si mesmo.

 

Como se preparar para uma vida produtiva num futuro incerto é um tema recorrente no nosso blog. Siga nos acompanhando para ficar por dentro desta e de outras tendências ligadas à transformação digital e à cultura colaborativa.