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Como preparar-se para o mercado de experiências imersivas

Por: CI&T Team

Experiências Imersivas nas estratégias de negócios
Posted on Aug 30, 2018

 

Ofertas imersivas são tendência no mundo digital e, cada vez mais, devem fazer parte das estratégias de negócio das marcas.

 

A evolução tecnológica e as suas aplicações em diferentes esferas têm provocado disrupções nos modelos de negócios. Empresas de diversos segmentos encontram novas formas de oferecer não somente produtos interativos, completos, funcionais e digitais, mas experiências imersivas, cada vez mais atrativas e próximas as necessidades e desejos de consumo dos seus usuários.

Recursos de realidade aumentada e virtual, assistentes virtuais e máquinas inteligentes entram em cena nesse novo cenário, conhecido por ter como guia a promoção de experimentos que conectam o real com o virtual. E nele vemos as empresas mergulhando de forma profunda em um mar de possibilidades nascidas com o digital, criando novas experiências a partir de plataformas que conectam as próprias organizações com novos ecossistemas de negócios.

De acordo com o estudo Hype Cycle do Gartner, as experiências imersivas são uma das três tendências-chave de um mundo que reúne uma coleção de tecnologias de alto nível de competitividade e um potencial de entrega gigante - realidade que deve tomar conta do mercado nos próximos 10 anos.

 

Interação e imersão = marcas mais relevantes no universo digital

No mercado de consumo, os termos ‘interação’ e ‘imersão’ só existem com o uso de tecnologias e ferramentas inteligentes. Por isso, se diz que a oportunidade de oferecer experiências imersivas é uma capacidade do mundo atual.

São mais de 8,4 bilhões de máquinas conectadas em operação em todo o mundo hoje e a previsão é chegar a 20 bilhões em 2020. Esse ecossistema gera um volume de dados em constante expansão, assim como os  recursos de inteligência artificial (o mercado de IA deverá movimentar US$ 153 bilhões no mundo até 2020, de acordo com estimativas do Bank of America Merrill Lynch).

Com isso, a previsão é que, em dois anos, 90% das organizações usem insights orientados por dados, segundo um estudo conduzido pela Forrester Consulting em 2017. Assim como o avanço das máquinas inteligentes, que deve ser constante, levando as empresas a se prepararem para novas situações de mercado, bem como para resolver problemas nunca vistos antes.

Nesse cenário, são diversos assets que tornam a experiência do consumidor mais interessante e imersiva. Dentro de suas próprias casas, durante os momentos de lazer e jornadas de compra, ou até mesmo no local de trabalho, a tendência é que as tecnologias estejam presentes na rotina e em suas relações, mudando a forma como as empresas se conectam com os seus clientes, tornando as marcas mais relevantes em um universo digital.

 

O ambiente das imersivas

As experiências imersivas estão totalmente associadas a ambientes tecnológicos que envolvem seus usuários por meio de sensações e interações muito reais. A proposta é misturar recursos de inteligência para compor um ecossistema que usa diferentes inovações e facilita a jornada do consumidor, que tem acesso a um imóvel sem nem mesmo visitá-lo ou a uma melhor combinação de roupa sem precisar experimentá-las.

Esse último exemplo é da Amazon que, a partir do Echo Look - dispositivo que pode ser conectado a Alexa, sua assistente virtual - permite que o usuário registre combinações de roupas no seu smartphone e tenha uma segunda opinião por meio do comando de voz. É possível acessar looks antigos e a própria máquina - por meio de uma câmera e do uso de machine learning e outras inovações - ajuda você a escolher a melhor combinação de roupas com base nas fotos registradas e nas tendências atuais da moda (com direito a opiniões de especialistas).

Além disso, a empresa de Jeff Bezos, no final de 2017, ofereceu para o mercado um novo produto, totalmente alinhado com a oferta de experiências imersivas: o Amazon Sumerian, uma interface que permite o desenvolvimento de aplicações e experiências de realidade virtual, realidade aumentada e 3D de maneira muito simples.

 

“Para fazer uma experiência verdadeiramente transportadora, é preciso oferecer ao público a riqueza sensorial que encontramos no mundo real ao nosso redor - não apenas visualmente - mas no cuidado e atenção ao som, à escala e ao mundo imaginado fora do palco”

Caitlin Burns, COO da Datavized, um laboratório de design e tecnologia imersiva especializado em WebVR e visualização de dados.

 

A Disney, outra gigante do mercado, também lançou recentemente uma novidade nesta linha. Com a ideia de oferecer experiências mais realistas e imersivas para quem assiste a seus filmes, ela utiliza um dispositivo de realidade virtual em uma Force Jacket (jaqueta de força), capaz de criar sensações a partir do que é visto no ambiente digital: sentir o impacto da chuva ou da neve caindo, assim como um inseto percorrendo a superfície de seu corpo.

Outro case interessante - e que mostra como essa prática também está ligada com o marketing - é da HBO, que revelou a estratégia por trás da divulgação da série Westworld: unir o mundo real com o digital e permitir que os fãs pudessem vivenciar o ambiente do programa. A empresa ofereceu experiências em realidade virtual e uma imersão completa no ambiente da série em diversas cidades dos EUA. Ao fim, Westworld tornou-se a série da HBO com maior audiência na estreia, com mais de 11,5 milhões de espectadores.

E o último destaque vai para uma aplicação muito comum: o uso de tecnologias imersivas para o desenvolvimento de games digitais. No SXSW deste ano, um dos destaques foi para a Prism, uma startup que criou um óculos de realidade virtual - como o Google Glass - que funciona integrado a um smartphone e insere hologramas no campo de visão dos seus usuários. A proposta é que o gadget seja usado para a exibição de informações adicionais no universo dos games.

Como você pode perceber, é impossível comparar as entregas realizadas hoje, com aquelas de cinco anos atrás (sim, em pouco tempo o mercado sofreu transformações disruptivas e não existe uma marca sequer que possa fugir dessa realidade).

 

Como incluir as experiências imersivas na sua estratégia de marca?

As experiências imersivas funcionam como uma estratégia de aproximação para a conquista de um consumidor muito mais exigente, mas também como um desafio para muitas organizações. Se os clientes buscam vivenciar experiências de alta qualidade, em todos os sentidos e lugares; então, cada vez mais, é preciso “atuar conforme a música toca”, atendendo aos seus desejos que agora são digitais.

Porém, alinhar as novidades tecnológicas com a personalidade dos consumidores é visto como uma barreira quando ainda não se enxerga a relevância dessas inovações para o seu contexto de mercado. E a nossa dica para você é começar uma mudança logo.

Para incluir experiências imersivas na sua estratégia de marca é preciso, primeiramente, colocar o seu cliente no centro de todas as suas decisões e saber como conquistá-lo ao oferecer exatamente aquilo o que ele deseja, em um formato amigável e ao mesmo tempo inovador. Depois, é se atentar ao desenvolvimento dessas soluções, na construção de uma plataforma que sustenta a aplicação e realmente transformar a experiência do consumidor.