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Design Thinking: um modelo de pensamento focado nas pessoas

Por: CI&T Team

Design Thinking: um modelo de pensamento focado nas pessoas
Posted on Apr 20, 2017

A ferramenta ajuda o seu negócio a encontrar as melhores soluções para problemas e projetos

 

Um dos assuntos mais falados no mundo do empreendedorismo é a construção de ideias inovadoras, capazes de mudar a realidade da empresa. Quem nunca pensou em criar um projeto totalmente revolucionário e ter sucesso? Ou se deparar com uma solução incrível para um problema que há anos assombra o seu negócio? Mas inovar é um processo complexo e não linear. Na busca por novas perspectivas para alcançar a inovação, o Design Thinking se tornou uma das abordagens mais conhecidas como uma ferramenta estratégica centrada nas pessoas.

 

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O Design Thinking foi  popularizado por uma consultoria americana de design e inovação, a IDEO. David M. Kelley, um dos fundadores, foi colega de Rolf Faste, que definiu o conceito em Stanford. Kelley, por sua vez, trouxe a sua aplicação para a administração e os negócios. Em 2009, Tim Brown (CEO da IDEO desde 2000), publicou o livro Change by Design: How Design Thinking Transforms Organizations and Inspires Innovation, no qual demonstra como suas técnicas e estratégias se aplicam a todos os níveis de negócios.

 

“Design Thinking uma abordagem antropocêntrica para inovação, que usa ferramentas do design para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades da tecnologia e os requisitos para o sucesso dos negócios.”

Tim Brown - CEO da IDEO

 

Princípios do Design Thinking

Segundo Charles Burnette, uma das maiores autoridades no assunto, Design Thinking “é um processo de pensamento crítico e criativo que permite organizar informações e ideias, tomar decisões, aprimorar situações e adquirir conhecimento.” Baseado na forma como designers desenvolvem projetos, é usado para a criação de soluções com o foco nas pessoas impactadas (não só o consumidor final, mas toda a equipe envolvida na ideia, numa abordagem multidisciplinar). Para isso, coloca essas figuras no centro do desenvolvimento do produto e busca, por meio de pesquisas, brainstorms, seleção de ideias e prototipagem, resolver qualquer questão de forma coletiva, envolvendo grande parte da equipe, e adotando uma perspectiva de empatia com seus stakeholders. Aquela conhecida expressão “pensar fora da caixa” funciona aqui como o principal recurso para solucionar problemas da empresa, dos clientes e para readequar ou revolucionar algum produto no mercado.

 

Como mudar o seu negócio

grande segredo do Design Thinking reside na criatividade. Para nos tornarmos criativos precisamos encontrar o que nos desconforta, nos coloca em dúvida ou revolta. Somente assim uma mudança se torna viável. Aplicar essa abordagem  é isso: encontrar o que precisa ser modificado ou melhorado e colocar em ação práticas inovadoras por meio de um pensamento crítico e criativo. Como fazer isso?

  1. O primeiro passo é a imersão, ou seja, entender a necessidade do público-alvo, aproximando-se cada vez mais do problema. Nesta fase, são definidas as pessoas envolvidas no problema, como clientes, consumidores, colaboradores, parceiros de negócios para, em seguida, compreender as suas necessidades e seus hábitos por meio de entrevistas, pesquisas, observações e interpretações.
  2. Nesta fase é realizada a ideação, ou seja, quando se começa efetivamente a “pensar fora da caixa”. Tudo o que foi levantado na fase de imersão e analisado é colocado em questão. Diferentes profissionais são envolvidos  no processo, em um ambiente aberto a opiniões, sugestões e críticas. Aqui, as ideias são apresentadas em um formato de  brainstorming. O objetivo é visualizar uma oportunidade e pensar: “como eu posso criar em cima dessas ideias?”.
  3. O último passo do processo de criação é a prototipagem, conhecida como a fase de testes, experimentação e validação das ideias. Normalmente, as empresas usam um MVP (Minimum Viable Product) - uma versão mais simples de um produto - que pode ser lançada em período de testes, para verificar, sem grandes gastos, se realmente atende as necessidades do seu consumidor final.

Depois de colocar em teste uma ideia, para que o seu projeto se torne realidade, é preciso acompanhar o seu desenvolvimento e evolução.

 

Cases de sucesso

Grandes organizações como Facebook, Microsoft, Apple, Sony e P&G são exemplos de empresas que investiram em design como o diferencial em seus negócios e depositam em profissionais da área a confiança para a construção de novas ideias e criação de projetos. Steve Jobs explica isso muito bem:

 

“Design is not just what it looks like and feels like. Design is how it works!”.

Steve Jobs - cofundador da Apple

 

Hoje, as maiores startups do Brasil, como SambaTech (empresa de vídeos para internet) e Meliuz (empresa de cashback em compras virtuais), e do mundo, como o AirBnb (plataforma de aluguel de quartos e residências) têm designers entre seus principais cargos, considerando o mindset desses especialistas como um dos maiores diferenciais para serem mais ágeis. Ao longo do tempo, companhias de todos os portes, escolas, hospitais, ONGs e até mesmo setores do governo também passaram a se enquadrar nesse cenário.

O Itaú Unibanco usou o Design Thinking para desenvolver a inovação em sua área de wealth management. A rede de supermercados Tesco, do Reino Unido usou a abordagem para implantar um serviço de banco personalizado para os clientes dentro das lojas. Ou seja, o Design Thinking é útil em diversos momentos de desenvolvimento das marcas, seja para o lançamento de um novo produto ou para resolver algum problema existente.

Aqueles que já entenderam essa nova abordagem conseguem colocar em prática produtos com o diferencial certo para o seu negócio ou incorporar valores e promover soluções que identificam, aproximam e envolvem seus clientes.