Métodos para lidar com desafios complexos

Por: Time CI&T

Um homem de costas coloca um post it com anotações em um framework com vários outros.
Posted on Jun 1, 2020

O que você vai ler aqui:

  • Metodologias e práticas para uma transformação digital real
  • Desenvolvendo a antifragilidade para sobreviver no novo (novo) mundo
  • Construa o toolbox da sua companhia


 

Sem dúvidas, atravessamos um momento muito peculiar, no qual uma das habilidades mais valiosas para as companhias é a da reinvenção veloz. Característica forte em nativas digitais - que têm a adaptação ao ambiente como premissa -, o "conjunto de genes" que promove a regeneração rápida ainda não faz parte do DNA da maioria das empresas mais tradicionais. A boa notícia é que esses genes podem ser implantados e passar a fazer parte do core de qualquer organização. Para isso, porém, é necessário reuni-los e saber como usá-los..  

 

Como exemplo da metáfora, nós também nascemos seguindo um modelo de gestão padrão comando e controle, pouco afeito à flexibilidade e à adaptação a diferentes cenários. Porém, há 25 anos, logo no início da nossa história, descobrimos que o aprendizado e o movimento constantes eram necessidades para nós. Tínhamos a vocação para a mudança, seja da nossa visão sobre como entregar cada vez mais valor para nossos clientes e até da nossa forma de operar. Porém, nossos processos ainda seguiam o formato tradicional. 

 

Assim, implantamos nossos genes da regeneração veloz, adotando metodologias que moldaram nossa forma de pensar e, hoje, formam nossos fundamentos e nos fazem ser uma companhia digital: o Lean, o Agile e o Design. Do Lean, herdamos princípios como a visão de que problemas são ouro, a busca pela melhoria contínua e a colaboração como forma. Do Agile, a velocidade, o mindset de experimentação em ciclos curtos e a capacidade de estruturar uma organização horizontal, por squads. Já o Design nos trouxe a habilidade de ter sempre, e verdadeiramente, o cliente como foco de todas as nossas ações. 

 

Dessa combinação poderosa, fomos construindo e adaptando práticas e ferramentas que compõem o nosso conjunto de métodos e nos permitem estar sempre em movimento, sempre em reinvenção, adequando-nos às novas necessidades de forma rápida, mas sob bases sólidas. É o que nos possibilita ser antifrágeis, lidar com obstáculos, conseguir aprender com eles e mudar de direção velozmente. 

 

Este conjunto de ferramentas, ou essa mochila de ferramentas - como chamou nosso VP Latam e Partner, Mauro Oliveira, em conversa com nosso CSO, Bob Wollheim, em um podcast que você pode acessar aqui -, prova, mais do que nunca, ser extremamente precioso. 

 

"Existe um conjunto de metodologias, ferramentas e conhecimentos que a gente precisa desenvolver, ter dentro da mochila. E, à medida que você vai construindo o caminho, você vai vendo o que precisa. Você pode ter uma pedra, pode ter neve, pode ter uma parede de escalada e, para cada uma dessas situações, você pode ter uma ferramenta diferente que saca e ela vai ajudar a superar o obstáculo. Isso são grandes alavancas, na verdade. Então, você consegue encarar esses obstáculos e voltar melhor."

Mauro Oliveira

 

E exatamente por ter essa experiência tão consolidada, sentimos que é nosso dever apoiar outras companhias e pessoas neste novo (novíssimo) mundo, compartilhando conhecimentos que realmente possam ser úteis neste momento complexo e incerto pelo qual estamos passando. Assim, neste texto, trazemos alguns insights do já mencionado podcast.

 

O que vai na mochila? 

Ao contrário do que se espera, não há uma mochila padrão, ela deve ser abastecida de acordo com as especificidades de cada companhia, seus objetivos e suas possibilidades. 

 

"Na CI&T, a gente não fica apaixonado pela ferramenta, pelo método, pelo que tem dentro da mochila. A gente está constantemente atualizando a mochila, acrescentando novas ferramentas e dispensando outras que já não são mais necessárias."

Bob Wollheim

 

A resposta a essa pergunta, então, dependerá do obstáculo que iremos enfrentar e o momento da jornada. Mudam as necessidades do mercado, dos clientes, muda o arsenal. Ou seja, mais importante do que o que exatamente há na nossa mochila no momento, é a forma que temos de pensar nos problemas como oportunidades, de refletir de forma conjunta sobre eles e de cocriar hipóteses de solução para os obstáculos que teremos que enfrentar. Essa forma colaborativa soma conhecimentos, capacidades, criatividades e visões de mundo diversas e gera ideias de alto valor. É o que chamamos de inteligência coletiva, e é com ela que construímos a mochila da vez. 

 

Mas, entre as ferramentas e práticas que estão na nossa mochila, hoje, e que ajudamos a instalar nos nossos clientes, podemos citar algumas - além das metodologias basilares já mencionadas Lean, Agile e Design. São elas: 

 

Hoshin - é um modelo de planejamento estratégico que ajuda as lideranças a pensar profundamente no contexto, nos problemas e criar consenso nas soluções. No nosso modelo, há uma soma de algumas ferramentas do Design que potencializam o resultado, gerando ainda mais coesão e alinhamento nas tomadas de decisão de ponta a ponta na companhia. 

 

A3 - é uma ferramenta que organiza a forma como se resolvem problemas. Ela é chamada assim porque é feita a partir de uma folha de papel A3 (237 mm de largura e 420 mm de altura), na qual são descritos o contexto, a situação atual, os objetivos, as análises de causas, as propostas de ações e um plano para que o reparo seja feito, além do acompanhamento.

 

PDCA - Plan, Do, Check, Act. É um método utilizado para garantir a melhoria contínua de produtos e processos. O rito reúne lideranças em torno de todos os problemas mais complexos ou estratégicos identificados na operação. Juntas, desdobram os desafios em quatro ações de solução: Planejar, Fazer, Verificar e Agir. 

 

OKRs - ferramenta que permite desdobrar objetivos de uma maneira cadenciada e ágil. Definidos em períodos ideais de três meses, os OKRs devem ser formados por um máximo de 5 objetivos, que consistem em metas qualitativas. Essas metas devem ser mais aspiracionais, ousadas e devem compor o objetivo máximo que a empresa está mirando em longo prazo. Cada um desses objetivos, por sua vez, devem ser definidos por de 4 a 5 key results, que são mais quantitativos e devem ser mensuráveis. 

 

Shu-Ha-Ri - é um modelo de formação de pessoas inspirado nas artes marciais. Basicamente, é um conceito que define uma estrutura para que aprendizes possam atingir a maestria em determinado assunto, no qual Shu significa siga as regras, Ha significa quebre as regras e Ri significa seja a regra.

 

Para saber mais detalhes sobre como articular essas ferramentas para compor o seu conjunto de métodos, acesse o podcast Metodologias de Transformação | Lean: como vencer desafios complexos, com nosso VP Latam e Partner, Mauro Oliveira, e nosso CSO, Bob Wollheim. Outras informações sobre práticas e metodologia que desenvolvemos ao longo destes anos e que podem te apoiar no processo de reinvenção de sua companhia rumo ao digital você pode encontrar na plataforma CI&T Learnings, em outros conteúdos do canal CI&T Podcast e nosso blog.