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Não confunda transformação digital com iniciativas digitais

Por: Marcelo Trevisani

Não confunda transformação digital com iniciativas digitais
Posted on Jul 10, 2017

transformação digital dos negócios está na lista de prioridades de dez em cada dez CEOs de grandes empresas líderes de mercado. Em 2017, corporações globais como a GE, a Unilever e o Walmart investiram bilhões de dólares para fazer com que essas mudanças virem realidade em suas operações. Porém, ainda há uma parcela do mercado que acredita que esse percurso possa ser trilhado apenas com o foco nas experiências e canais de relacionamento com os clientes, sem mexer com o coração e o legado dos negócios.

Não, isso é apenas uma primeira fase do jogo.

experiência do cliente foi o motor da transformação digital a partir das interações que passaram a comandar as marcas, produtos e serviços no ambiente online. Por isso, já não basta fazer com que o digital esteja no DNA dos negócios. Experiências positivas e pontos de contato digitais cada vez mais efetivos e melhores continuarão a ser armas poderosas para avançar, inovar e manter a participação no mercado.

Mas as empresas que, de fato, mergulharem de cabeça na transformação digital de seus negócios precisam seguir em outras dimensões e mudar suas organizações, operações, processos e tecnologias. É preciso mexer fundo na cultura para garantir uma mudança consistente e que traga resultados contínuos.

 

eBook Lean Way to Digital Success

 

Embora as discussões sejam frequentes, ainda é preciso esclarecer o que, de fato, está atrelada a ela. O caminho mais curto pode estar em fazer a inovação em labs, com times organizados em squads ou departamentos internos de inovação. A aquisição de startups descoladas ou de produtos digitais e o desenvolvimento de aplicativos baseados em tendências como o User Experience ou a imersão no ambiente do Vale do Silício não são capazes, isoladamente, de promover a mudança.

Serão criados aplicativos e ativadas ações mobile first com análise de dados, realidade aumentada e machine learning para conhecer todas as jornadas do usuário. Todas essas escolhas têm capacidade de trazer inovações disruptivas que, como num voo de galinha, podem gerar algum burburinho no mercado, mas não terão uma performance sustentável. Não repercutirão e nem produzirão efeitos nos silos tradicionais que moram dentro das corporações e que, em geral, são as principais barreiras para as mudanças de verdade.

Cada vez mais, os CEOs estão sendo pressionados a ingressar no mundo digital e ir além da experimentação digital. De acordo com o Gartner, 47% dos CEOs reportam a pressão para progredir em direção ao negócio digital e passar da fase de especulação para implantar a transformação digital. Ainda segundo o instituto, mais da metade delas concordam que seus investimentos digitais já melhoraram seu lucro.

 

Pesquisa Gartner sobre transformação digital

 

O estudo também apontou que o CIO tem se mostrado mais atuante em relação aos negócios digitais, sendo ele o responsável por educar e orientar o CEO a expandir seus horizontes. Portanto, para executar a transformação digital e levar o seu negócio para o mundo digital, é preciso polinizar, alinhar e conectar corações e mentes na direção certa, ainda que os objetivos mudem e se mostrem outros ao longo do percurso.

O caminho é longo, tortuoso e irá exigir mais energia e parcerias certas. Porém, é uma escolha que vai muito além da iniciativa digital e que se mostrará mais eficiente na superação de lacunas e gaps para solidificar a mudança e ganhar o jogo de verdade.

 

[Artigo publicado originalmente no Meio & Mensagem. Leia na íntegra aqui].