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Para gerar valor para o mercado, promova a empatia entre as equipes

Por: Cleo Cardinale

Para gerar valor para o mercado, promova a empatia entre as equipes
Posted on Aug 3, 2017

Designers e desenvolvedores precisam se comunicar, compartilhar ideias e trabalhar de forma colaborativa para criar produtos de valor para o cliente

 

Quando se fala em transformação digital vem logo a associação à ruptura de silos dentro da empresa. Criar equipes multidisciplinares, unir talentos e compartilhar conhecimentos em busca de um resultado ótimo com velocidade parece ser a resposta para todos os problemas. Muitas companhias, inclusive, já adotam essas práticas e falam delas como grandes inovações nos seus modelos de negócio.

Essas empresas, em sua maioria, contam com diferentes perfis trabalhando juntos em pequenos times que usam a metodologia Agile com foco no desenvolvimento de uma solução digital específica. As equipes apoiam seus projetos no Scrum - um framework ágil que propõe, entre outras coisas, reuniões periódicas de planejamento - e exploram o Design Thinking no desenvolvimento de produtos e serviços com o objetivo de atender as necessidades e desejos do usuário e criar experiências satisfatórias.

 

“It’s not the customer’s job to know what they want“

Steve Jobs

 

Mas, apesar de uma organização tão clara em relação aos métodos e técnicas que devem ser usados, na prática, isso muitas vezes não funciona tão bem. Na construção de um produto digital, é muito comum encontrar equipes que não estão totalmente alinhadas, não têm uma visão unificada de solução e, dessa forma, não atingem o resultado desejado. E qual é o grande problema? A resposta é simples: a ruptura física de silos não garante a harmonia na relação entre os profissionais de diferentes áreas, em especial quando têm que trabalhar juntos em busca de um objetivo comum. E a questão aqui está justamente na dificuldade de comunicação e de troca de conhecimento entre as pessoas de formações diversas.  

Esse conflito aparece com muita força entre desenvolvedores e designers. De um lado, o desenvolvedor, que está acostumado a lidar com a parte técnica do processo de construção de um produto e o pensa sob a lógica de programação. De outro, os designers, envolvidos com a parte estratégica, focam no usuário, na experiência que ele terá e na qualidade do produto para garantir que o resultado atenda às suas necessidades.

Enquanto os designers reclamam que seu projeto é deturpado - ou mesmo abandonado - na produção, desenvolvedores alegam receber planos inviáveis tecnicamente. Essa situação, apesar de operacional, tem o poder de gerar problemas expressivos para a empresa, como ofertas aquém do que o consumidor espera e, com isso, quedas na receita.

 

 

eBook Lean Way to Digital Success

 

   

Não falta amor, falta empatia!

A boa notícia é que existe uma solução para esse conflito, embora seja um desafio e tanto. Para que todos os profissionais se adaptem a um formato de trabalho realmente colaborativo, é fundamental que eles desenvolvam a habilidade de compreender o diferente e aprendam a pensar coletivamente.  

Como fazer isso? Primeiramente, é preciso entender que a conquista de uma real cooperação dentro das equipes existe somente quando as lideranças, que são exemplos a serem seguidos, mudam a sua forma de atuar. Essa nova atuação deve envolver o estímulo à comunicação efetiva, ao exercício da empatia, a troca de conhecimentos e a participação ativa nos processos de produção. Ou seja, para mudar a forma de pensar e de agir dos times, é preciso antes mudar o comportamento dos líderes.

Depois de verificada essa necessidade, usar a metodologia de gestão Lean é o caminho mais eficiente para atingir o resultado. Com práticas como a Gemba - que propõe o trabalho do gestor ao lado das equipes, investigando os problemas in loco e guiando-as à solução - o Lean conduz os líderes e, consequentemente, os liderados ao novo mindset de colaboração desejado.

 

Premissas no processo de design

 

Além de ajudar a promover a comunicação efetiva nas equipes, cabe ao líder entender a importância do design para os resultados do negócio e empoderar os designers para que eles promovam práticas como o já mencionado Design Thinking e o Design Centrado no Usuário. O CEO da IDEO, Tim Brown, explica isso de forma clara quando diz que “o Design é importante demais para ser deixado só nas mãos dos designers.”

Com esse entendimento, a responsabilidade de pensar primeiro no cliente na hora de criar uma solução sai das mãos de um único profissional e passa a ser um novo mindset que move toda a empresa. Tendo esse foco comum, um objetivo claro e uma boa comunicação, os times são capazes de realizar entregas de valor ao consumidor.