Por que a empatia é importante para a sua carreira

Por: Time CI&T

Foto de duas mulheres e um homem sentados numa mesa, de crachás, em um ambiente de uma empresa. As duas mulheres sorrirem e olham em direção ao homem, enquanto ele fala.
Posted on Jul 2, 2020

O que você vai ler aqui:

  • A importância de promover a colaboração e a inteligência coletiva
  • Empatia é o segredo de profissionais e times de alta performance
  • Ferramentas para ajudar a construir ambientes mais empáticos

 

Você provavelmente já ouviu falar, ou até mesmo faz parte, dos novos modelos de operações digitais, baseados em quebra de silos e formação de squads - as famosas equipes multidisciplinares, colaborativas e autônomas com foco em criar soluções para dores dos consumidores ou desafios de negócios da companhia de ponta a ponta. De fato, essas equipes são o segredo para a agilidade e a qualidade dos produtos digitais por reunirem profissionais de diversas áreas para resolver os problemas no momento em que acontecem. 

 

Numa mesma squad, profissionais de áreas como desenvolvimento, design, jurídico, marketing e especialistas em dados, por exemplo, estão o tempo todo discutindo formas melhores e velozes de criar e aprimorar produtos, serviços e experiências. Cada qual contribuindo com seu ponto de vista de especialista, mas também a partir do conhecimento que adquire diariamente com colegas de diferentes competências. Essa possibilidade de trocas de aprendizados e ampliação de visões de mundo a partir do olhar o outro é de enorme valor para as companhias hoje. É o que chamamos de inteligência coletiva.    

 

A inteligência coletiva instiga a curiosidade, traz inquietudes sobre novos conhecimentos, amplia horizontes e, exatamente por isso, fomenta a inovação nas companhias. É algo precioso em tempos digitais, em que a capacidade de criar o novo para atender às necessidades dos públicos mais diversos com velocidade é ouro. 

 

Na prática, para a operação por squads ter sucesso, é preciso estabelecer uma comunicação sem choques, abrindo a visão para o todo, para a troca real e generosa de conhecimentos.

 

"Na construção de um produto digital, é muito comum encontrar equipes que não estão totalmente alinhadas, não têm uma visão unificada de solução e, dessa forma, não atingem o resultado desejado. E qual é o grande problema? A resposta é simples: a ruptura física de silos não garante a harmonia na relação entre os profissionais de diferentes áreas, em especial quando têm que trabalhar juntos em busca de um objetivo comum." 

Cleo Cardinale, Senior Experience Manager



 

Como fazer isso? Empatia 

A capacidade de cada profissional se colocar no lugar de outra pessoa e enxergar o mundo com os olhos dela é parte fundamental para criar, de fato, uma colaboração real. 

 

Essa não é uma prática que pode ser imposta. Individualmente, cada profissional tem um importante papel de protagonismo para desenvolver essa mentalidade e, consequentemente, construir um ambiente que estimule a empatia. Abrir-se para diferentes pontos de vista, unir suas próprias competências com a de profissionais de outras áreas em prol de um objetivo comum propicia uma comunicação mais transparente, a resolução de conflitos e a chegada a consensos nas tomadas de decisão de forma mais rápida.

 

A capacidade de auxiliar nas tomadas de decisão conjuntas é fundamental também do ponto de vista das necessidades de cada aspecto do trabalho. Profissionais de desenvolvimento podem defender uma solução que lhe parecem perfeita da perspectiva da tecnologia, mas que esbarra em questões jurídicas ou não está alinhada, necessariamente, aos objetivos de negócio da companhia, por exemplo.

 

A empatia entra, aqui, como um facilitador para desarmar ângulos de visão fixos. Tendo um foco comum, um objetivo claro e uma comunicação empática e efetiva, os times são capazes de realizar entregas de alto valor ao consumidor. 

 

Ferramentas para gerar empatia 

Há algumas práticas e ferramentas que usamos aqui na CI&T com muito sucesso para destravar a habilidade da empatia entre lideranças e times. Vale ressaltar que as lideranças são o exemplo a ser seguido, portanto, devem ser as primeiras a exercitarem essa capacidade de se colocar no lugar do outro. 

 

Líderes podem ajudar individualmente nessa tarefa com ações que aproximem as pessoas e promovam a conscientização da importância de praticar a empatia e a sensibilização para temas como diversidade e inclusão. Também é importante desarmar práticas que podem inadvertidamente estimular a competição entre colegas, como modelos individualizados de remuneração, bonificação ou planos de carreira que desconsiderem o trabalho em conjunto. 

 

"Para que as pessoas possam se arriscar e fazer um movimento diferenciado em qualquer ambiente que seja, principalmente no corporativo de alta competitividade, elas precisam se sentir apoiadas, precisam ter uma rede de confiança. Sem se sentirem seguras, elas simplesmente não são capazes de entregar seu melhor."

Marlon Silva, Leadership Coach & Career Advisor

 

Uma das práticas aplicáveis em todos os níveis, das lideranças até os times, é o Kaizen e suas seis regras de ouro. Proveniente da filosofia de gestão Lean, que é o fundamento da nossa companhia, o Kaizen (ou processo que visa a alcançar sempre o melhor resultado) foi desenvolvido para melhorar e otimizar a comunicação em qualquer nível da companhia. 

 

As 6 regras de ouro do Kaizen são:


1. Respeitar as pessoas - Um dos pilares mais importantes do Kaizen, o respeito deve ser a base de qualquer interação. Aqui, propõe-se a eliminação dos julgamentos e da culpabilização, a adoção de uma postura gentil e a abertura para a escuta. 

2. Dizer a verdade - Ser transparente, ter sinceridade nas comunicações e resolver os problemas sempre com o apoio de fatos e dados, principalmente em um ambiente digital, é fundamental. 

3. Pensar e agir com segurança - Seja prudente nas ações e se cerque de fatos que suportem as decisões. 

4. Perguntar “por quê?” - Para o Lean, a pior situação é a atual. O processo é de melhoria contínua. Perguntar o porquê e buscar as causas-raízes dos problemas e conflitos ajuda a eliminá-los de vez. 

5. Experimentar - Sempre tente algo novo. Para o Lean, só se aprende fazendo. Só se inova com experimentação. Em uma cultura que tem como premissa o trabalho em equipe e a autonomia dos times, é fundamental desenvolver esse mindset de troca de ideias e experimentação. 

6. Participar ativamente - Comemorar os sucessos e compartilhar experiências e lições aprendidas com fracassos é imprescindível. Dividir méritos e responsabilidades, ter abertura para receber e dar feedbacks traz coesão e confiança.

 

Outras práticas fundamentais para estimular a empatia e gerar a colaboração são baseadas na constância da comunicação. Também provenientes do Lean, as dailys e as weeklys são ritos e trocas - respectivamente, diárias e semanais - de informação dentro das equipes que ajudam no alinhamento, na coesão e na união das pessoas

 

A manutenção desses ritos são de especial importância no atual momento que estamos passando, como forma de manter a proximidade e os vínculos, já que a distância física imposta e o modelo de trabalho remoto podem distanciar pessoas no dia a dia.

 

Então, tenha a empatia como premissa essencial da sua carreira para contribuir com a construção de ambientes mais colaborativos e reforçar a inteligência coletiva. Se você é líder ou está se preparando para assumir esse papel, ajude outras pessoas a desenvolverem essas habilidades, reveja práticas e processos e amplie ações que promovam comunicação, aceitação das diferenças e que estimulem a construção de relações positivas.  

 

"Para nós, os relacionamentos devem estar fundamentados em credibilidade, confiança, respeito e empatia. Para construir isso leva tempo e deve ser feito de forma natural e orgânica, passo a passo, buscando conhecer e ser conhecido. Aqui, além do interesse genuíno pelo outro, a necessidade é a de baixar a guarda para que também conheçam você. É a humanização acontecendo em duplo sentido."

Joceline Seixas, Senior Business Partner Manager