Perfis profissionais que geram impacto de negócio

Por trás das tecnologias que proporcionam experiências memoráveis e alavancam marcas, há pessoas capazes de fazer acontecer, aprender, criar e inovar nos negócios.

Qual é o melhor perfil profissional para gerar impacto de negócio
Posted on Apr 22, 2019

Por trás das tecnologias que proporcionam experiências memoráveis e alavancam marcas, há pessoas capazes de fazer acontecer, aprender, criar e inovar. 

 

As novas tecnologias têm revolucionado a maneira como interagimos com os produtos e serviços atualmente. Podemos ter praticamente todas as nossas necessidades atendidas de forma veloz por meio de uma infinidade de apps na palma da mão e viver experiências memoráveis produzidas por plataformas que criam jornadas digitais de ponta a ponta.

Por trás das máquinas, no entanto, está a inteligência humana: a expertise técnica aliada à empatia, à compreensão de nuances e conjunturas, à capacidade de contextualizar dados, fazer análises precisas de cenários e inovar.

De nada adiantará ter as ferramentas e melhores especialistas nas diversas áreas fundamentais para o desenvolvimento de soluções digitais, se a companhia não estiver preparada para esse perfil. Uma empresa com um modelo de gestão comando e controle, estrutura hierárquica rígida, processos muito burocráticos e áreas que não conversam certamente não vai conseguir aproveitar todo o potencial destes profissionais para desenvolver ofertas capazes de gerar impactos de negócio.

Então, antes de falar das características do perfil profissional ideal para o ambiente digital, vamos fazer uma rápida reflexão sobre a construção de uma operação preparada para o novo mercado. Vamos falar sobre a transformação digital.


Transformação digital é sobre pessoas

Já não é novidade que a velocidade do mercado digital impõe profundas mudanças às empresas tradicionais, apontando para a necessidade da realização de uma transformação digital. O que ainda não parece estar claro é que essa transformação não é sobre implementar novas tecnologias e sim sobre adotar uma nova cultura, quebrar silos, dar voz às pessoas, permitir que elas experimentem, criem, inovem, construam grandes resultados e impulsionem a companhia.

Uma organização digital é aquela cuja operação se baseia na colaboração, multidisciplinaridade, diálogo e aprendizado constante com o objetivo máximo de gerar valor para o cliente. Nesse cenário, as tecnologias são apenas facilitadores.

 

 

A transformação digital, então, tem que ter como foco o desenvolvimento de pessoas, de times preparados para trabalhar desta forma, de incorporar a nova cultura. Com essa visão, na CI&T, construímos um modelo de transformação que tem como ponto de partida o estabelecimento do mindset digital por meio da adoção de práticas capazes de gerar resultados velozes e trazer impactos positivos para os negócios, é o Lean Digital Transformation (LDT).

Formado por uma articulação entre uma forte base na filosofia de gestão Lean e princípios da metodologia Agile e do Design, o LDT parte da premissa de que são as experiências que mudam pensamentos, e não os pensamentos que mudam as experiências.

As práticas de trabalho se baseiam no modelo de squads, ou seja, times autônomos constituídos por profissionais de diversas áreas e cargos com foco na construção colaborativa das melhores soluções para o cliente. Participando das squads, as pessoas vão, pouco a pouco, internalizando o mindset digital de forma natural.

 

"Como promover comportamentos? Entregando mais valor e tornando a vida das pessoas mais fácil. É necessário criar processos que façam isso. Os processos é que mudam as pessoas, mas, para isso, eles têm que fazer muito sentido e facilitar suas vidas."
Aminadab Nunes, VP de Operações e Pessoas da CI&T

 

 

O perfil ideal para compor uma operação digital

Por maior que seja o preparo técnico, não há garantias de que uma pessoa se adaptará à nova realidade. Há aquelas que são avessas a mudanças, a desafios, e terão dificuldades e resistência em absorver o novo formato de atuação. Há também quem não trabalhe bem em grupo por serem muito competitivos. Logo, para além da expertise individual, existe a necessidade de saber reconhecer a aptidão para integrar um squad.

Para ajudar nesse desafio, elencamos algumas das principais características que devem ser buscadas na hora de escolher profissionais certos para o seu negócio.

 

1- Não temer as mudanças

Mudanças são necessárias em todo processo de crescimento e evolução e, por isso, este é o primeiro item da nossa lista. O profissional que entende isso e está aberto ao desafio já avançou muitas casas em direção ao perfil ideal.

Isso porque não há como acompanhar a velocidade do digital e desenvolver experiências incríveis sem inovar e não há como inovar sem ter certa aptidão para mudar o olhar, lidar com incertezas, experimentar, aprender. Não estamos falando em inovação apenas na perspectiva da oferta, mas também na perspectiva das práticas de trabalho. Logo, é preciso abandonar certezas e ter abertura para se reinventar constantemente.

 

"A hora é de se aprofundar no autoconhecimento e se enfrentar. Vasculhar seus medos, aceitar seus fracassos e assumir os riscos que sempre fomos incentivados a evitar. Se você quer aprender a ser inovador, tem que estar disposto a se arriscar, a se expor."

Gabriel Marostegam, Senior Manager Analytics da CI&T

 

2- Ter valores casados com os da companhia

Para realmente ter motivação e realização com sua atuação, as pessoas devem compartilhar dos mesmos princípios da empresa. Se acredita que a sustentabilidade é importante, por exemplo, deve buscar uma empresa que tenha essa preocupação. Se não acreditar no que estiver fazendo, certamente não vai entregar o seu melhor à atividade.

 

3- Saber trabalhar em grupo

Modelos digitais de trabalho, como já dito, baseiam-se nas trocas, na construção das melhores soluções usando a inteligência coletiva. A palavra de ninguém, dentro de uma squad, deve ter mais valor simplesmente por questões hierárquicas ou de formação. O melhor argumento é o que deve prevalecer. Integrantes da squad devem ter abertura para o diálogo, saber dividir méritos e buscar sempre o que é melhor para o grupo. Pessoas demasiadamente individualistas ou competitivas certamente terão mais problemas em se adaptar ao formato.

 

4- Enxergar os problemas como ouro

Ser capaz de ver problemas como oportunidades é um princípio do Lean e uma característica valiosa que pode ser desenvolvida em profissionais abertos a isso. No contexto digital, em que é preciso acompanhar a velocidade do mercado, errar faz parte do processo de construção de iniciativas digitais e usar os erros para aprender com velocidade também. Por isso, é importante saber discutir sobre problemas de forma natural, identificá-los e trabalhar para solucioná-los rapidamente desde a sua causa raiz.

 

5- Priorizar o aprendizado contínuo

Este tópico é ligado ao anterior, já que discutir erros é criar conhecimento para melhorar. O aprendizado constante, o aprender fazendo, testando e experimentando é uma base muito forte do Lean, também fundamental no novo mercado.  

Em modelos de operação baseados na cultura da experimentação, as pessoas com vontade de aprender, que têm sede por adquirir conhecimento - e dividi-lo - são valiosíssimas.

Assim, no momento de montar sua squad para dar os primeiros passos na construção de uma operação digital, vá além da expertise técnica. Busque essas cinco habilidades e aprenda a desenvolvê-las na sua equipe. Pessoas com características próprias do mindset digital são as mais preparadas para inovar, gerar impactos de negócio e impulsionar sua empresa rumo ao futuro.