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SingularityU Brazil Summit: o futuro tecnológico da humanidade

Por: CI&T Team

SingularityU Brazil Summit: o futuro tecnológico da humanidade
Posted on Apr 25, 2018

O evento, que ocorreu pela primeira vez no Brasil, reuniu especialistas em inovação para debater sobre o uso de tecnologias exponenciais na resolução dos desafios globais

 

Um dos encontros mais importantes para os entusiastas do mundo da  inovação e da tecnologia, o SingularityU Summit, conhecido também como SU Global Summit,aterrissou pela primeira vez no Brasil nos dias 23 e 24 de abril de 2018, em São Paulo.

Promovido pela Singularity University em parceria com HSM e Mirach, o evento teve como objetivo trazer informação, por meio de debates entre as principais lideranças em inovação, sobre como podemos enfrentar os principais desafios da humanidade hoje com as novas tecnologias disponíveis.

E, como não poderia deixar de ser, nós da CI&T, como patrocinadores do evento, estivemos presentes mostrando que é possível transformar digitalmente marcas muito valiosas ao apresentar o que é a Transformação Lean Digital, uma tradução do pensamento Lean ao contexto do digital. Além de apresentar nosso modelo de mudança e o case de como tornamos a Coca-Cola mais ágil, acompanhamos também os principais destaques do primeiro dia de conferência. Confira:

 

Moonshot Thinking: em busca de resultados 10 vezes melhores

A primeira sessão do SingularityU Brazil Summit já iniciou trazendo para debate a relevância das tecnologias para o desenvolvimento das empresas e indústrias no mundo atual. Com o objetivo de incentivar os líderes e organizações locais a conhecer as novidades tecnológicas e os seus impactos, Peter Diamandis, co-fundador e presidente executivo da Singularity University, fez questão de lembrar a extraordinária fase pela qual estamos passando. “Em 2025 teremos 8 bilhões de pessoas conectadas às redes. Até 2017 éramos 3,8 bilhões”, ressaltou Diamandis.

Segundo ele, a tecnologia vai evoluir de forma exponencial possibilitando que vivamos uma realidade totalmente diferente em um futuro próximo. Diamandis afirmou, por exemplo, que teremos um avatar para auxiliar na execução das tarefas do dia a dia, desde as mais perigosas até as mais simples, como estar presente em um evento como o SingularityU Brasil Summit.

De acordo com o relatório Contagem Regressiva: Previsões da Singularity University até 2038, os robôs avatares serão populares até 2032, permitindo que qualquer um possa teleportar sua consciência para locais remotos em todo o mundo. E tudo isso será possível devido às inovações que impulsionarão a humanidade ajudando a aperfeiçoar capacidades que nos farão "10 vezes melhores do que somos hoje". Esta projeção, inclusive, é um dos mantras da CI&T. Com o desenvolvimento de nosso modelo de operação baseado no Lean Digital, que estabelece o fundamento da melhoria contínua e veloz, miramos sempre em alcançar 10 vezes mais, sermos 10 vezes melhores em tudo o que fazemos.

Este também é o pensamento propagado pelo Moonshot Thinking, uma metodologia usada por grandes empresas como o Google e a Microsoft, conhecida como uma forma transformadora, ambiciosa e disruptiva de pensar. O Moonshot Thinking é usado por essas companhias, principalmente, para resolver grandes problemas. Essa filosofia propõe que, ao enfrentar um desafio ou desenvolver um novo produto, sejam feitos testes de novas abordagens com novas tecnologias com o objetivo de reinventar os processos de solução. “Todos os dias temos um novo futuro. Temos que usar as tecnologias e experimentá-las para gerar inovações relevantes às pessoas. E no Brasil, muitas coisas boas ainda estão por vir”, comenta Thomas Kriese, VP Community at Singularity University.

 

The Magic: os maiores desafios do nosso tempo

Em um segundo momento, o espaço, a arte e a criação humana ganharam destaque. Yvonne Cagle, astronauta da Nasa e professora do departamento de medicina cardiovascular da Universidade de Stanford, na Califórnia, incentivou todos a ir além da curva, arriscar sem medo e fazer sempre algo diferente.

Segundo ela, o céu não é o limite. “Para inovar, precisamos acreditar no nosso potencial e fazer o que muitos nunca fizeram”, afirma Yvonne. É preciso ir de um lugar comum em direção ao crescimento exponencial da curva evolutiva. “Normalmente, as pessoas olham à sua esquerda e à sua direita, mas nós precisamos ser diferentes. Que tal ver o que há em cima ou abaixo? Temos que superar as nossas limitações, inclusive as físicas, para chegar onde ninguém nunca esteve e inovar”, garante.

Da mesma forma, Alex Paris, especialista em Energia das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) e cofundador da startup ReBeam Space Inc., desenvolvedora de tecnologias de energia sem fio, instigou os participantes a refletir sobre os maiores desafios do nosso tempo. Perguntando “qual é o legado que queremos deixar para as gerações futuras?”, propôs que todos avaliassem a maneira como a nossa geração está lidando com o mundo em que vivemos.

Segundo ele, é preciso pensar sobre os impactos ambientais, responsáveis pelas mudanças climáticas, assim como sobre tecnologias emergentes capazes de reverter esse cenário. “Certa vez, sugeri o uso de blockchain para preservar florestas, como uma ferramenta de funding, criando um sistema de Machine Learning para prever áreas de risco de devastação”, conta o especialista. E é exatamente isso que se deve fazer quando se vive em mundo de disrupções: desafiar o status quo, sem medo de errar nesse processo.

 

Pragmatism: o uso de dados a favor da saúde

A área da saúde é um dos segmentos que mais explora as tecnologias de ciência e análise de dados e, por isso, teve grande destaque no primeiro dia de conferência do SingularityU Brasil Summit. Segundo Oswaldo Gonçalves, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, nesse segmento existem problemas que precisam de modelos complexos de solução.

Durante sua palestra, o pesquisador mostrou como a Fundação usa a ciência de dados para desenvolver melhores práticas aplicadas à saúde. Um dos exemplos é o InfoDengue: plataforma criada por eles que cruza dados para identificar o índice de casos de infecção por dengue.

Da mesma forma, Vivienne Ming, neurocientista e fundadora da startup Socos, ressaltou a importância das habilidades humanas para o entendimento dos dados. Para ela: “a inteligência aumentada não pode resolver nada sozinha, pois é apenas uma ferramenta”. A solução para os nossos problemas sempre estará no uso que os humanos farão das tecnologias.

 

Connect the Dots: o olhar para a inovação

Saber olhar as possibilidades presentes conhecidas e desconhecidas e conectá-las de uma maneira diferente foi outro dos temas-destaque do SingularityU Brasil Summit.

Responsável por duas obras reconhecidas - Birds on the wires, vencedor do festival YouTube Play Guggenheim, e The City of Samba -, o diretor de cena Jarbas Agnelli revelou que a sua inspiração está em perceber constantemente o ambiente a sua volta. Segundo Agnelli, o segredo dele é estar atento ao que acontece no cotidiano e ver notas musicais em praticamente tudo.

“Como fazer uma música para um bebê que ainda não tinha nascido? Eu precisava criar uma música que descrevesse a personalidade daquele bebê. Descobri que tinha 7 números principais que definem um bebê no ultrassom. Chamamos um matemático que criou a fórmula com 7 números e 7 notas para compor a canção ‘Sinfonia da Vida’ como um presente para as mães”, explicou Agnelli.

A história de Birds on the wires se assemelha a essa. A uma interessada plateia, Agnelli contou que, certa vez, ao abrir um jornal viu a imagem de alguns pássaros em cabos de energia e isso bastou para inspirar-se. “Coincidentemente, percebi que na imagem eram cinco cabos e que a disposição dos pássaros ali poderia ser interpretada como notas musicais. O resultado? Uma canção que nos traz uma emoção pura”, enfatizou. “Exemplos como esse mostram que tudo ao nosso lado, coisas que às vezes são imperceptíveis, podem ser usadas para inovar”, disse ele.

E você, se sente preparado para experimentar, inovar e para enfrentar os desafios globais surgidos nos últimos tempos? Compartilhar conhecimentos e informações e colaborar no desenvolvimento das soluções é o melhor caminho para isso.