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SingularityU Brazil Summit: inteligência e tecnologia em debate

Por: CI&T Team

SingularityU Brazil Summit: inteligência e tecnologia em debate
Posted on Apr 26, 2018

Com a participação de especialistas em inovação, o último dia do evento tratou de tecnologia e da importância do homem por trás da máquina

 

Se a primeira impressão é a que fica, imagina a empolgação dos participantes do SingularityU Brazil Summit para o segundo e último dia de conferência? Depois de reunir diversos conhecimentos com palestras inspiradoras realizadas no day 1, os temas inovação e tecnologia estiveram em pauta novamente, mas desta vez a ênfase foi a importância de fazermos bom uso das possibilidades que eles apresentam.

Em debate estavam as transformações que as tecnologias como o Big Data, o Machine Learning e a Inteligência Artificial vão provocar no mundo nos próximos anos. E para aprender e também dividir conhecimentos, nós da CI&T estivemos presentes no evento. Fique por dentro dos destaques do último dia de conferência:

 

Não basta ser data driven, é preciso de inteligência

Ter em mãos dados relevantes para o seu negócio é essencial. Mas você já parou para pensar que é preciso saber como tratá-los, analisá-los e, principalmente, contextualizá-los? Sem esses passos, de nada adianta o trabalho feito pelos sistemas automatizados. Essa foi uma das principais mensagens do segundo dia do SingularityU Brazil Summit.

Mariana Vasconcelos, pesquisadora e CEO da Agrosmart, falou do atual cenário digital da agricultura. A exemplo de outros setores, o uso de dados para a produção e gestão das tarefas do campo vem crescendo nos últimos anos. Porém, a pesquisadora ressaltou que um dos desafios está em encontrar profissionais preparados para realizar a tarefa. Afinal, segundo ela, sem inteligência humana, a análise de dados é inócua. Para tornarem-se data driven, além de ter um olhar mais atento e eficiente para dados, as companhias precisam contar com pessoas aptas para acompanhá-los.  

A ideia é que o agricultor, assim como tantos outros profissionais dos mais variados setores da economia, faça um bom uso de inovações como Blockchain e IoT e das informações coletadas por sensores com Inteligência Artificial e Machine Learning e tragam mais praticidade, velocidade e eficiência para suas atividades. Assim, será possível aumentar a produtividade nas empresas e melhorar as tomadas de decisão.

Ou seja, de acordo com Mariana, apenas apostar nos dados não é o futuro da agricultura. “Já existe muita informação disponível”, diz. Não basta investir em tecnologia, é necessário olhar para a educação e a integração. "A gente vê um gap muito grande entre o que existe de tecnologia com sensores e o que o agricultor consegue usar, mas (a inclusão) está crescendo de maneira rápida", comenta.

A pesquisadora também comenta que outro desafio é superar a barreira da conectividade. "Apenas 14% das lavouras no Brasil têm conexão com a internet. E não é só aqui: 40% dos agricultores nos Estados Unidos não têm esse acesso em toda a fazenda", afirma.

 

Máquinas x Habilidade humana

A inteligência sobre dados também esteve em debate durante a palestra de David Roberts. Conhecido como um dos maiores especialistas do mundo em inovação disruptiva e tecnologias de avanço exponencial, Robert acredita que, ao contrário do que o senso comum indica, a automação é capaz de criar mais do que eliminar ofertas de trabalho. “Quando éramos agricultores, achávamos que as máquinas iriam roubar nossos lugares na fazenda. E isso realmente aconteceu. Mas surgiram novos trabalhos, que talvez sejam melhores do que os anteriores”, afirma.

Sobre o assunto, o especialista em inovação também comenta que as tecnologias só irão acabar com as funções que as pessoas não querem exercer. “Graças às máquinas, os profissionais terão a oportunidade de trabalhar com o que realmente amam”, enfatiza.

Roberts também discursou sobre como a tecnologia transforma a relação de trabalho, permitindo que qualquer pessoa esteja ativa no mercado e interaja de qualquer parte do mundo, eliminando fronteiras. Isso é possível devido ao uso de robôs de teleconferência. "Com essa tecnologia, é possível trabalhar em qualquer lugar sem a necessidade de um visto”.

 

Conectando a agricultura e o espaço

E, em um futuro próximo, o trabalho no campo deve explorar todo o potencial de tecnologias cada vez mais inovadoras. Durante o SingularityU Brazil Summit, Fábio Teixeira, cofundador e CTO da Hypercubes, apresentou uma solução que pretende qualificar a produção agrícola.

A proposta de Teixeira é que exista conectividade entre o campo e o espaço. Com base em uma tecnologia de espectroscopia, a Hypercubes pretende observar o desenvolvimento no campo por nanosatélites que vão escanear o planeta várias vezes por dia. Para isso, a companhia recebeu apoio e investimento da National Aeronautics and Space Administration (NASA).

Segundo Teixeira, a intenção é colocar a ferramenta em testes na Estação Internacional Espacial. "Se formos bem nos testes, os próximos serão em modelos gerados por computador, com machine learning", afirma. A empresa deve lançar o primeiro satélite até o final de 2019 para verificar o nível de fertilidade do solo ou a existência de invasores em uma plantação.

Ou seja, muito antes do que se imagina, é possível ter uma inovação disruptiva em ação em um setor tradicional como o campo. E a dúvida que permanece é: como as empresas conseguem alcançar tal nível de transformação?

A resposta é simples: por meio da construção de um ambiente no qual prevalece o aprendizado contínuo, em que o estímulo à colaboração no desenvolvimento de soluções - como a da Hypercubes, citada anteriormente - está à frente de qualquer tecnologia.

Para isso, porém, é preciso investir em educação digital. “Ensinamos da mesma forma há centenas de anos”, comenta David Roberts durante o seu painel. E, se a proposta, hoje, é quebrar paradigmas e ser cada vez mais inovador, então a nossa dica é: prepare-se para transformar a cultura da sua empresa e para mudanças profundas nas formas de operar dos mais diversos segmentos de atuação.