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Transformação digital na prática

Por: CI&T Team

capa blog pessoas se ajudando a subir
Posted on May 8, 2018

Faça o check list e descubra se está no caminho certo para o sucesso dessa jornada. 

 

A transformação digital se tornou uma questão de sobrevivência no mundo dos negócios, mas, em termos práticos, ainda gera muitas dúvidas. A pesquisa 2017 CEO Survey, do Gartner, indica que a busca por se tornar “digital first” ou adotar o digital como centro (“digital to the core”) dos seus negócios é uma realidade para 42% dos CEOs. Isso demonstra uma grande preocupação, mas, ao mesmo tempo, uma lacuna entre as aquelas que realmente conseguem colocar em prática as estratégias para a construção de uma nova mentalidade digital.

A transformação digital é um problema complexo que exige mais do que investimentos em tecnologia. Geralmente, as empresas se apoiam em três pilares para realizar essa jornada: o uso de dados para entender o consumidor e a sua jornada; a geração de experiências consistentes e em como ganhar velocidade nesse processo.

Porém, o foco em iniciativas isoladas pode criar ações desconexas e não ser sustentável. Portanto, quando a questão é escalar essa velocidade e realizar a transformação, surgem algumas barreiras a serem vencidas. Para orquestrar esses três pilares, há um núcleo fundamental, formado a partir da união entre um novo estilo de liderança, novos modelos de gestão e novas práticas para a entrega de valor.

A tecnologia permeia todo esse processo, mas são as mudanças culturais promovidas por esses três elementos, atuando em conjunto, que garantirão uma transformação digital sustentável. Afinal, o digital cria um cenário de incertezas e adotar uma nova postura de experimentação e inovação é essencial para o sucesso das estratégias.

Preparamos um check list para que você avalie como a sua empresa está em relação a cada um desses pontos. Confira.

 

1. Como é a sua visão sobre os erros?

Todo o processo de construção de um novo mindset deve ser conduzido pela alta liderança. Então, a primeira pergunta é: como você lida quando alguém lhe traz um problema?

O cenário digital exige um novo perfil de liderança, que saiba lidar e incentivar a experimentação e o fail fast. Portanto, um passo fundamental é transformar a sua visão sobre as falhas.

Abraçar erros não significa colocar em risco a segurança do seu negócio e sim valorizá-los como oportunidades para aprendizado rápido, abrindo espaço para a geração de hipóteses e ciclos curtos de testes. O resultado é um entendimento maior do seu cliente com base seu próprio feedback, economia de tempo e recursos, agilidade e melhoria constante da qualidade e na entrega de soluções.

Para construir essa cultura voltada para a velocidade na identificação e resolução de problemas, lideranças e suas equipes precisam investigar e discutir sobre suas causas e soluções em conjunto. É o que o Gemba propõe. Além de acelerar essa mudança de olhar, essa ferramenta do Lean auxilia na promoção da colaboração entre equipes multidisciplinares e da cultura da experimentação, já que o líder apoia os times no processo e permite o envolvimento de cada um na solução de problemas.

E para formar um time de resolvedores de problemas, o A3, método visual que facilita a identificação das causas-raiz dos problemas e o planejamento das soluções, é uma das ferramentas práticas que pode estimular essa nova visão, além de conversas produtivas à respeito de problemas concentrando-se nos fatos. 

Outro ponto fundamental desse novo mindset é adotar e estimular um novo conceito de aprendizado, que favorece a experimentação. É o que propõe o Shu Ha Ri, um modelo oriental de aprendizado estruturado.

 

2. O sistema de gestão da sua empresa está preparado para a mudança?

As práticas e hábitos de gestão também devem se transformar para auxiliar o líder nessa nova atuação como responsável por estimular, direcionar e dar suporte às equipes que trabalham com autonomia.

Para avaliar como está essa questão na sua empresa, vale a pena considerar os seguintes pontos:

 

Você adota a gestão visual?

Esse processo facilita o aprendizado e dá mais visibilidade para fluxos de produção, além de agilidade para o alinhamento entre líder e equipe à respeito das expectativas sobre os projetos em andamento e na avaliação do estado real da operação para traçar planos de melhoria.

 

Sua empresa adota modelo preditivos? Tem visibilidade do lead time? 

Modelos preditivos permitem enxergar os problemas antes que eles aconteçam e melhorar a cada ciclo, avaliar como está a performance da empresa e mudar o rumo quando necessário. Já a análise do lead time pode indicar oportunidades de aprender com o feedback do seu cliente.
 

A mentalidade de experimentação e melhoria contínua é uma realidade para a sua empresa?

Avaliar e discutir os problemas operacionais ou estratégicos identificados na companhia entre as lideranças para pensar e experimentar possíveis soluções e melhorias é fundamental.

 

Como as estratégias são planejadas e desdobradas para o plano tático e operacional?

Para corrigir rumos rapidamente e de forma organizada, é fundamental adotar uma metodologia de planejamento e desdobramento de estratégias de cadência rápida, como é o caso das OKRs. Isso permite traçar planos de melhorias em produtos e processos já existentes e que mantém a empresa em um patamar de alta competitividade, além de planejar experimentos que podem melhorar a performance no mercado de forma muito significativa.

 

3. Suas práticas de execução favorecem o desenvolvimento rápido de soluções? 

Por fim - mas não menos importante - estão as práticas e da cultura de execução e desenvolvimento de soluções. Sua empresa está próxima do consumidor para entender as suas necessidades e desejos antes de lançar um novo produto ou serviço? As entregas de valor estão pautadas em ciclos rápidos de entrega e aprendizado contínuo? Como é feita a gestão da experiência?

Tenha em mente que, para ter entregas rápidas, é preciso adotar ciclos curtos de hipóteses para encontrar soluções e criar experiências relevantes. E quem determina o valor a ser gerado na ponta é justamente o seu cliente e não o contrário. É o que chamamos de processo puxado. Portanto, entender profundamente esse consumidor e considerar seus feedbacks como parte do desenvolvimento de soluções é indispensável.

Para isso, antes de fazer grandes apostas em soluções sem antes válida-las, o MVP (Minimum Viable Product) faz toda a diferença. Ligado diretamente à proposição de valor, o MVP é um produto acabado, de valor, capaz de oferecer uma experiência completa ao cliente de ponta a ponta - ainda que desenvolvido com o menor número de recursos no menor tempo possível. Sua característica fundamental é o ciclo de feedbacks que orientará futuros desenvolvimentos e o processo de melhoria contínua a partir de um ciclo de aprendizado.

Enquanto o fluxo contínuo garante que essa entrega de valor aconteça de forma ágil - reduzindo etapas, esforços, tempo e eliminando custos desnecessário -, métodos ágeis como DevOps e Agile suportam o processo de desenvolvimento para gerar mais velocidade, otimizar processos e também gerar aprendizado contínuo.

Essa entrega de valor envolve também garantir a qualidade e sincronicidade em todas as interações com esse consumidor. É o que propõe a Experience Management. Com o uso de advanced analytics, comunicação adequada e experience design, que identifica o valor a ser entregue e define os meios para isso, a XM tem a capacidade de desenhar uma jornada do consumidor completa e ajustá-la de forma constante.

 

Bom, então como começar a transformação digital?

Como podemos concluir, o processo de transformação digital demanda o uso sistemático de dados para compreender o perfil do consumidor e a sua jornada para gerar experiências de alto valor, incorporando seus feedbacks como parte do processo de desenvolvimento de soluções, entregando valor de forma ágil. Porém, há um significativo fator humano que envolve a completa reformulação das práticas de liderança, do desenvolvimento de pessoas e a construção de uma nova cultura de experimentação e mindset focado no digital.

Por isso, levando em consideração estes 3 pilares fundamentais, o caminho para a transformação digital ficará muito mais claro e livre para que você possa conquistar a execução ágil, quebrar os silos existentes e construir um ambiente colaborativo, com direcionamento pautado pela melhoria contínua e que, acima de tudo, tem o cliente como foco central.